sexta-feira, 30 de julho de 2010

Estudantes Enganados!

Fico chocado ao ver grandes professores e "mestres" dissertando referente ao engodo do combate real que dizem conhecer. Não adianta você formalizar treinamentos de kata ou demais formas em duplas acreditando que está treinando para um combate real. Por acaso um oponente na rua atacará você como seu colega ataca na aplicação do kata? Claro que não! Assusta-me ver estes grandiosos mestres ensinando defesa contra armas de fogo. Deveriam ensinar defesas contra eles prórpios, contra suas maluquices... Como alguém que nunca pegou em uma arma, e se pegou foi brevente, tem algo a ensinar para alguém que deseja defender-se em caso de ataque real? E contra armas brancas - cortantes, pérfuro-cortantes, perfurantes e corto-contundentes? Ensinará o que ao estudande? Digo o mesmo aos que desejam portar armas de fogo. Por acaso você estará praticando toda semana, no mínimo - disse no mínimo - cinquenta tiros e formalizando diversas situações de defesa em seu treinamento? Uma arma na mão de um covarde não possui efeito algum, agora, uma arma na mão de alguém destreinado, possui um efeito devastador diretamente proporcional a sua idéia de defesa! A idéia de defesa deveria ser uma ação contrária ao ataque, onde os pilares estão retratados na sigla SAVE.  A segurança e defesa, estão nas atitudes de prevenção que tomamos... as técnicas práticas representam cinco por cento somente, mais nada! Procurem não apressar-se na busca do conhecimento e sim lapidar aquele que já possui. Entendam isto, por favor!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Públio Cornélio Tácito

"Os homens estão mais dispostos a retribuir um prejuízo do que um benefício, pois a gratidão pesa pro homem, e a vingança é um prazer".

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Comentário!

Referente ao excelente texto da Dra. Samantha Buglione http://samanthabuglione.blogspot.com/

Gourhan realizou excelentes trabalhos de campo no Japão. O que mais aprecio no mesmo são os trabalhos realizados na antropologia física, seus estudos da hominização. Le geste et la parole , década de 60, demonstra a hipótese de que a libertação da mão pelo emprego de instrumentos rudimentares permitiu o desenvolvimento muscular do crânio humano e conduziu ao posterior aumento de capacidade craniana, a que correspondeu o desenvolvimento das capacidades de simbolização do Homem. Esta simbolização tornou os homens, construtores das representações sociais dos objetos que vêem, tocam e sentem. O voto deveria ser a expressão material no representativo social... Mas, no atual alarido eleitoral o voto passou a ser a expressão de uma democracia estapafúrdia, praticamente inexistente. O que um sistema "democrático", como o Brasil, pode fornecer ao povo além de obrigações?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Considerações!

Devemos saber reconhecer uma ameaça. O guerreiro despreparado sente em cada olhar uma ameaça. Isto não se treina e muito menos se desenvolve, vem naturalmente... com o caráter! Quem pensa ter sempre ao seu lado uma iminente ameaça, possui também uma responsabildiade: Estar preparado para o embate, seja ele físico, psico ou espiritual... Mas, volto à dizer: quem estiver preparado não sente em cada olhar ou em cada gesto uma ameaça. Consegue alcançar a vitória muito antes da concretização final de qualquer combate... um ímpeto violento se dissimula como névoa em sua presença. Não busque o combate, não visualize o combate. Mas, esteja preparado e com a habilidade necessária, pois é melhor termos uma habilidade e nunca usá-la do que quando precisarmos dela, a mesma não existir. Não busque a ameça... simplesmente reconheça! E, não faça de sua técnica uma nêmesis.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Humanidade

"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como o oceano.
Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo". Gandhi

terça-feira, 20 de julho de 2010

Shihan - 師範

Perguntaram-me o significado do termo Shihan.
Para responder esta questão, temos que saber que esta palavra é forte, e cheio de dogmas, mas com certa razão. Com relação ao termo Shihan 師範 , este divide-se em Shi 師 que significa “perito, expert, mestre” e han 範 que quer dizer “modelo, exemplo” para ser seguido. Portanto, Shihan 師範 (しはん) se refere a um mestre que serve como padrão ou modelo a ser seguido. Mas o que será um mestre? Como vemos um mestre?

Conforme The Way of Life and Death - Eiji Yoshikawa: 

"Normalmente, com sua generosidade e paciência, um mestre ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas. Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto. Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, um mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um. No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros. Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus estudantes é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade. 

Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas, mas não tem respostas para seus próprios. De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais. Devemos escolher ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os estudantes e o mestre. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio. De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre. O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar. Ele criou um novo mestre... Mas, ele sabe que ainda falta muito para ele próprio tornar-se um ser humano perfeito, um Tatsujin".

Compreendam isto! E, além de tudo não esqueçam:

Shihan não nasce em pé de árvore como vemos nos dias atuais !!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Guillermo Fariñas

Guillermo Fariñas, foram mais de 130 longos dias de greve de fome. Compara-se quase ao Dom Quixote de La Mancha com seus 126 capítulos. Uma estrada ilusória? Será? Só que desta vez, o protagonista não foi um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão por muita leitura de romances. Perdeu a "razão", por dizerem que não havia razão em sua causa. Inclusive lhe açoitaram a pérula de que mais se parece com presos comuns do Brasil... Sabemos que o país de Fariñas é desenhado por ditadores. Até onde entendo, ditadores fazem parte de regimes políticos que não respondem à lei, e além do mais não tem legitimidade conferida pela escolha popular. Cuidemos nestas eleições! A cartilha roja de alguns partidos tem como objetivo enviesar a democracia e buscar uma ditadura proletariada. Cuidemos, caso contrário teremos muitos dissidentes como Fariñas e a imprensa será considerada um 'preso de consciência'.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vacinas !

Incrível onde chega a hipocrisia governamental.
Procurando vários hospitais para ser administrada a vacina contra a gripe (influenza), fui informado que NÃO HÁ a mesma, salvo em conjunto com a H1N1.

Traduzindo:

O governa lança uma campanha para todos serem vacinados contra a H1N1. Agora, quero receber a vacina contra gripe (Influenza) somente, mas, não tem como! Então, terei que pagar um valor absurdo, média de R$ 148,00 para receber a vacina conjunta (H1N1 e Influenza). Por que tenho que pagar a H1N1 se já foi adminstrada a mesma? Desejam receberem de volta o que forneceram ao povo "gratuitamente" e dispendiaram com laboratórios?

Obviamente, mencionarão que isto é uma medida para proteger aqueles que não receberam a H1N1 e aproveitando o barco, já serão "imunizados" contra influenza.

Volta a pergunta:

Mas, se desejarmos receber somente uma delas?

Vitupério ao povo!

Brasil, um país de TOLOS !

terça-feira, 13 de julho de 2010

Diógenes e o Cinismo (Aldo Dinucci - Dr. em Filosofia clássica pela PUC-RJ)

Se você consultar o dicionário, verá como significado de “cínico” algo como “descarado, fingido”. Assim, “cínico”, nos nossos dias, é alguém dissimulado ou insolente. Os cínicos na antiguidade com certeza não eram dissimulados, pois se caracterizavam por dizer o que lhes passava pela cabeça sem papas na língua. A irreverência, porém, lhes era característica. Assim, os cínicos deram um passo além de Sócrates, pois esse se contentava com a ironia, com a qual abordava seus interlocutores para fazê-los falar mais fácil e confiantemente, e assim poder refutá-los. É-se irônico quando o sentido real do que se diz é o contrário do literal, e Sócrates era irônico quando, ao tratar com alguém que se considerava sábio, dizia querer ouvir suas “sábias palavras” sobre um determinado tema para então, através do diálogo, mostrar ao que se supunha sábio que ele não sabia o que julgava saber. Já um cínico vai direto ao ponto em suas críticas das opiniões e modos de ser dos demais: eles são realmente desaforados e atrevidos em suas críticas. E podemos dizer que essa irreverência é para eles um princípio educacional, um modo de fazer com que aquele que os escute grave de fato a crítica e reflita sobre ela, o que raramente acontece quando nos limitamos a conversar de modo “civilizado”. De fato, os cínicos perceberam rapidamente que nem sempre se consegue progresso com o diálogo, especialmente quando tratamos com pessoas muito teimosas, pessoas que acham que sabem o que não sabem (arrogantes) e pessoas infantis (imbecis). Assim, para os cínicos, o melhor modo de se chegar ao coração da maioria das pessoas é através de uma boa tirada, especialmente em público. E nós todos achamos engraçadas essas tiradas, pois, em diversos sentidos, somos também imbecis, infantis, arrogantes e teimosos, assim como a quase totalidade da humanidade. Um exemplo disso: certa vez Diógenes foi à casa de um homem rico que insistentemente lhe mostrava seus ricos objetos e dizia a Diógenes que esse não cuspisse em sua casa por serem caríssimos os objetos que lá estavam. Em determinado momento, Diógenes junta uma boa quantidade de saliva em sua boca e dá uma bela escarrada na cara do grego rico e este, estupefato, perguntando a Diógenes porque esse lhe fizera tal ultraje, obteve como resposta que sua cara foi o lugar mais sujo que Diógenes encontrou naquela casa. Trocando em miúdos: Diógenes poderia ter feito um belo diálogo com o grego rico para mostrar-lhe o quanto era tola a ostentação e que é um néscio aquele que, ao exibir seus objetos, pensa estar exibindo a si mesmo, pois crê serem suas as qualidades que, na verdade, são das coisas, enquanto, ao mesmo tempo, se desvaloriza, pois, com sua atitude, mostra valorizar mais as coisas que a si mesmo. Diógenes poderia ter dito coisas tais, mas fez melhor: com sua cusparada e sua resposta disse tudo isso e muito mais com menos palavras e mais efeito, pois, após ouvir um belo discurso contra a ostentação, você pode eventualmente esquecer (e em geral esquece) as razões pelas quais não se deve ostentar, mas como esquecer o essencial, quer dizer, o que há de ridículo e irracional na ostentação depois de se ouvir sobre a cusparada de Diógenes? A escola filosófica cínica teve como precursor Antístenes, um amigo de Sócrates, e por isso podemos dizer que o cinismo é uma filosofia socrática (assim como o estoicismo e o epicurismo, escolas também fundadas por amigos, amigos dos amigos ou admiradores de Sócrates e seus amigos, escolas que têm em comum e apóiam várias idéias concebidas por Sócrates). Muitos e muitos outros filósofos cínicos houve, por quase mil anos, até o movimento ser proibido por forças conservadoras que não apoiavam a liberdade de expressão e, conseqüentemente, o próprio cinismo. O termo “cínico” vem da palavra grega kuón, que significa “cão”, provavelmente por causa da identificação de Diógenes com os cães. Diógenes, o primeiro dos filósofos cínicos, nasceu há cerca de dois mil e quatrocentos anos atrás na Grécia, numa cidade chamada Sínope. Segundo as notícias que nos chegam da antiguidade, era filho de um banqueiro de nome Hicésias e se viu, conjuntamente com seu pai, envolvido num escândalo financeiro. Seu pai era o administrador do banco público de Sínope, e havia sido encarregado da tarefa de retirar moeda falsa de circulação. Ao invés disso, Hicésias retirou a moeda verdadeira como sendo falsa, sendo descoberto e desaparecendo de cena. Após isso, Diógenes foi banido de Sínope e para aí jamais voltou, tornando-se, desde então, um filósofo andarilho. Segundo Diógenes Laércio, filósofo alexandrino que escreveu a biografia dos filósofos célebres da antiguidade, Diógenes teria, chegando a Atenas, conhecido Antístenes. E Diógenes teria conquistado a amizade de Antístenes (que não queria discípulo nenhum) pela insistência, ainda que Antístenes o repelisse a golpes de bastão: “E quando Antístenes estendeu-lhe o bastão – diz-nos Diógenes Laércio-(...) Diógenes falou: “Bate, pois não encontrarás madeira dura o bastante com a qual me afastes, na medida em que eu pensar estares dizendo algo que eu queira ouvir”. Hoje, porém se sabe que Diógenes não conheceu de fato Antístenes (Diógenes chegou a Atenas depois da morte deste), mas é certo que Antístenes antecipou, como discípulo extremado de Sócrates, várias idéias que seriam desenvolvidas por Diógenes e pelos demais cínicos, sendo por isso considerado o precursor do cinismo. O cinismo teve Diógenes de Sínope como fundador, e isso se deu seja pela influência dos textos de Xenofonte ou Antístenes sobre o pensamento de Sócrates, seja por uma inspiração própria original que encontrou eco e sustentação nas idéias socráticas.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade.

Acho que este texto fictício é muito mais que a realidade!

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade

A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade

Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do

Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis..

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Diógenes

Aproximadamente, por volta do século IV a.C., um ex-escravo chamado Diógenes de Addera andava pelas ruas com uma lanterna. "Estás procurando algo com esta lanterna Diógenes?" - Inquiriam as pessoas... "Sim, estou! Estou procurando um homem honesto”. Diógenes que se vivo fosse, poderíamos seguramente encontrá-lo em lugares muitos próximos que vivemos ou frequentamos. Fazendo o quê? Andando, cansado, com sua lanterna em punho a procura de seu objetivo, UM HOMEM HONESTO. Friedrich Nietzsche dizia que há homens que nascem póstumos. Sim, mas acredito que os piores são aqueles que se transformam em póstumos, por um abarcamento incessante do poder, do ganhar e do enganar o outro. Os covardes não podem ser sincero, isto consumiria o único sangue que corre em suas veias: A DESONESTIDADE.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Desejo através da Vontade

A palavra vontade tem como significado desejo. A vontade na vida cotidiana, a vontade para praticar Artes Marciais como para atingir um elevado grau de desenvolvimento espiritual, tem suma importância. É evidente que o “herói” deve ter uma vontade muito bem desenvolvida, não apenas para superar as dificuldades e as adversidades com que se depara, como também para estar apto a sacrificar-se. As Artes Marciais baseiam-se na vontade. Desde a capacidade de se sobrepor aos limites pessoais, até aos detalhes referentes à execução concreta de uma técnica individual, tudo depende de vontade.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jornal!

Não posso, não consigo, não dá! Abro o jornal hoje e tento lê-lo... Morreu fulano assassinado, acidente BR 470 mata 5, policial morre, mãe é econtrada morta, sogro mata genro, adolescente é preso por tráfico, menina é encontrada esquartejada..... Será que o povo é movido por desgraça? Mas, será que, caso o jornal apresentasse somente notícias maravilhosas, ou a maioria delas, o leitor compraria o mesmo? Bem, em ato único amassei o jornal e fiz uma cesta de três pontos com ele na lixeira! Uff! Alívio... Ué?! fugi da realidade fazendo isto? Não... somente pensei em começar a semana com ótimas leituras e pensamentos. Afinal, alguém falou um dia: "Nós somos consequência daquilo que pensamos".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

COPA!

Ué!?


Por que algumas pessoas estão retirando as bandeiras da janela e dos mastros de seus jardins e pátios?
Por que estou vendo tantos brasileiros chorando?
Acho que estou fora de contexto. Sou um paradoxo!

Humm...


Nunca percebi ninguém chorando quando o governo aumenta a carga tributária,
Nunca percebi ninguém chorando quando as verbas para segurança pública não são repassadas,
Nunca percebi ninguém chorando quando o comércio de drogas ou tráfico de armas aumenta,
Nunca percebi ninguém chorando por termos um sistema de saúde falho,
Nunca, etc...

Ahh....


Querem a cabeça do técnico da seleção, o Brasil chora!!! Estão realizando até passeatas e gritando:
"fora Dunga, fora Dunga, fora Dunga"...

E as passeatas contra a corrupção?

Como?

Ouvi comentários que os jogadores não têm preparo psicológico?

Concordo, afinal ganham muito pouco para investir em suas carreiras..
São igualmente nós, que nos arrebentamos para pagar um curso superior, uma especialização etc.

Brasil, acorda! Chega de hipocrisia!!!
Por acaso VOCÊ que trabalha meses para pagar esta enorme carga tributária IMPOSTA pela DEMOCRÁTICA república Brasileira, não tem preparo psicológico?

Brasil, acorda! Chega de hipocrisia!!!

Por acaso VOCÊ que trabalha meses para pagar esta enorme carga tributária IMPOSTA pela DEMOCRÁTICA república Brasileira, não tem preparo psicológico?

Lembrem-se:

A atuação de um jogador em campo (indiferente do esporte), demonstra muito de seu caráter !
O choro dos brasileiros em razão da seleção é reflexo de um país amordaçado por um credo cultural onde o sujeito sempre se impõe como mero expectador de tudo que acontece em sua volta. Ou seja: O brasileiro somente consegue lutar pelo que parece fácil e já ganho!!!

Querem ir para as ruas? Concordo, mas lutemos por algo que valha a pena, não por um técnico melhor ou jogadores para um seleção !

Deixemos de ser brasileiros e sejamos BRASILEIROS !

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Wakaranai Keiko

A prática das Antigas Artes Marciais ensina fundamentalmente o ser humano a um encontro consigo mesmo com sua missão, e neste sentido é uma verdadeira filosofia de vida, para levar o homem a cumprir seu "destino"... E o que devemos fazer para compreendermos nosso "destino"? Fácil! – procurar viver sem entender o "destino". E durante o treino, o que dizer? ... Mais fácil ainda: “Wakaranai Keiko” !!!