Após aula que ministrei na disciplina de História e Cultura em Lutas e Artes Marciais, um estudante foi indagado referente o entendimento da matéria ministrada. O mesmo respondeu:
"As lutas e artes marciais devem ser vista como uma atividade, uma prática de superação. O professor não deve ser conduzido a pensar que estas são somente práticas onde há um vencedor e um perdedor. Caso pense assim, isto torna a prática excludente, pois exclui os menos preparados fisicamente, ou mesmo psicologicamente, enfim, seleciona pessoas - o que não seria interessante para uma prática educacional. Neste sentido, o desenvolvimento da prática de lutas e artes marciais devem buscar segmentos que agreguem valores educacionais como caráter, respeito, disciplina e sociabilidade".
Isto ai... gostei !
sábado, 25 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Aprimoramento
O tempo para a vida é igualmente a noite: A noite chega totalmente contra a vontade do dia. De tempos em tempos, acreditamos que o ser humano buscará didicar-se mais em seu aprimoramento - seja espiritual ou físico - mas o que constata-se, é que a grande maioria visa o aprimoramente dentro da desgraça do outro. Um certo senhor, certa vez citou: Ninguém luta contra a liberdade, mas a maioria luta contra a liberdade dos outros! Ficar pasmo?! ... Hummm... Não, isto tornou-se natural.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Uma bela Estória !
Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:
a.. Mas ele vai comer o meu coelho. b.. De jeito nenhum. Imagina ! O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.
Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.
Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.
a.. O vizinho estava certo. E agora ! ? b.. E agora eu é que quero ver ! A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso.
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora ? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.
a.. Já pensaram como vão ficar as crianças ? b.. Cala a boca ! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.
a.. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram !
Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.
Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
a.. O que foi ? Que cara é essa ? b.. O coelho... O coelho... c.. O que tem o coelho ? d.. Morreu ! Todos:
a.. Morreu ? Ainda hoje à tarde parecia tão bem... b.. Morreu na Sexta-feira ! c.. Na Sexta ? d.. Foi. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal ! A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro.
Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo, morto, enterrado. O que faz ele ?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.
O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso.
E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.
Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro.
Coitado de nós, animais racionais.
a.. Mas ele vai comer o meu coelho. b.. De jeito nenhum. Imagina ! O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.
Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.
Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.
a.. O vizinho estava certo. E agora ! ? b.. E agora eu é que quero ver ! A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso.
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora ? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.
a.. Já pensaram como vão ficar as crianças ? b.. Cala a boca ! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.
a.. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram !
Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.
Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
a.. O que foi ? Que cara é essa ? b.. O coelho... O coelho... c.. O que tem o coelho ? d.. Morreu ! Todos:
a.. Morreu ? Ainda hoje à tarde parecia tão bem... b.. Morreu na Sexta-feira ! c.. Na Sexta ? d.. Foi. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal ! A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro.
Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo, morto, enterrado. O que faz ele ?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.
O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso.
E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.
Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro.
Coitado de nós, animais racionais.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Dúvidas?
Muitos instrutores buscam aprimorar a arte da ilusão. Sim... como iludir o aprendiz perante a prática. Não conhecem o verdadeiro sentido da arte e vivem vangloriando-se através de seus egos pobres e inflados. O treinamento sincero, duro, sacrificado se constitui numa prática para alcançar um nível de consciência que leva o praticante a um estado de euforia e um completo domínio da mente sobre o corpo. Preza-se o aprimoramento de si próprio, algo que muitos esquecem quando ganham (compram) graduações. Cada nível que alcançamos é um fardo a mais para carregarmos, mas muitos não aguentam sequer um saco vazio.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Requisitos para treinar no Brasil?
Esta foi a pergunta que fizeram a minha pessoa:
Quais os requisitos para treinar Arte Marcial na maioria dos Dojo no Brasil?
Pois é, respondo de maneira sucinta:
São três requisitos básicos: Ser estúpido, egoísta e tornar-se aficionado para manter o alto padrão de vida dos "sensei". Mas se a estupidez faltar, este não terá capacidade de treinar e muito menos tornar-se um instrutor bem quisto no meio - estará tudo perdido...
Quais os requisitos para treinar Arte Marcial na maioria dos Dojo no Brasil?
Pois é, respondo de maneira sucinta:
São três requisitos básicos: Ser estúpido, egoísta e tornar-se aficionado para manter o alto padrão de vida dos "sensei". Mas se a estupidez faltar, este não terá capacidade de treinar e muito menos tornar-se um instrutor bem quisto no meio - estará tudo perdido...
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